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Consórcio sem juros e sem entrada: o que isso quer dizer de verdade

Consórcio sem juros e sem entrada é uma expressão verdadeira pela metade. Não há juros, mas há taxa de administração, que é o custo do plano, além do reajuste da carta e, se contratado, do seguro. Não há entrada como no financiamento, mas a primeira parcela é paga na adesão, conforme a norma do Banco Central. O consórcio continua podendo ser mais barato que um financiamento para muita gente; só não é um produto sem custo.

Tamy de AlmeidaPor Tamy de Almeida
Representante autorizada do Consórcio Yamaha
Publicado em [PREENCHER] Atualizado em [PREENCHER] 8 min de leitura
Neste artigo
  1. A resposta curta
  2. Sem juros: o que existe no lugar
  3. Sem entrada: o que se paga no começo
  4. Anúncio x realidade
  5. Como calcular o custo real
  6. Armadilhas nos anúncios
  7. Como comparar com calma
  8. Perguntas frequentes

Consórcio sem juros e sem entrada: a resposta curta

As duas expressões aparecem em quase todo anúncio de consórcio, e não por acaso: juros e entrada são as duas maiores dores de quem tenta financiar um imóvel. Quem já ouviu de um banco que precisa juntar uma parte grande do valor antes de comprar, e depois pagar juros por décadas, sente alívio ao ler que no consórcio nada disso existe.

O alívio é justificado, mas incompleto. O consórcio tem uma lógica de custo diferente da do financiamento, e entender essa diferença é o que separa quem faz uma boa escolha de quem se frustra no primeiro reajuste. Abaixo, cada expressão desmontada com a regra que vale de fato.

Sem juros: o que existe no lugar

No financiamento, o banco empresta o dinheiro e cobra juros pelo tempo em que você fica devendo. No consórcio, ninguém empresta nada: os participantes juntam dinheiro num fundo comum e a administradora organiza as contemplações. Por isso não há juros. O que existe é a remuneração da administradora pelo serviço, a taxa de administração, diluída nas parcelas ao longo do prazo.

A taxa é um percentual sobre o plano inteiro

A taxa de administração costuma ser apresentada como um percentual total sobre o valor da carta, cobrado aos poucos em todas as parcelas. Ela não cresce com o tempo de dívida, como os juros, e não muda se você for contemplado cedo ou tarde. É por isso que, para muitos perfis, o custo total do consórcio fica abaixo do custo de um financiamento do mesmo valor. A comparação detalhada está na página sobre a taxa do consórcio de imóvel.

O reajuste não é juro, mas mexe na parcela

O crédito da Yamaha segue o INCC, e o valor mensal muda junto. Isso não é um custo escondido, porque o crédito sobe junto, mas faz o valor mensal mudar ao longo dos anos. Quem lê sem juros e imagina uma parcela congelada até o fim se assusta no primeiro reajuste.

O seguro, quando contratado

O seguro prestamista, que cobre o saldo devedor se o titular morrer ou ficar inválido, entra na parcela quando é contratado. Também não é juro, mas é custo, e precisa estar na conta quando você compara propostas.

Sem entrada: o que se paga no começo

No financiamento imobiliário, a entrada é a parte do preço que o banco não financia, e costuma ser alta. No consórcio, essa figura não existe: você não precisa ter uma parte do valor do imóvel para começar. Mas isso não quer dizer que nada é pago na assinatura.

Pela Resolução BCB 285, a administradora pode cobrar a primeira parcela na adesão, e, se o grupo não se formar no prazo previsto, deve devolver esse valor. Na prática, quem entra num consórcio paga a primeira parcela logo no início, pelos meios oficiais da administradora. Taxa de adesão e fundo de reserva não existem na Yamaha; o fluxo exato da primeira parcela está em confirmação [CONFIRMAR com a Yamaha].

Outra coisa que sem entrada não resolve é o custo da compra no fim. ITBI, escritura e registro continuam sendo pagos por você quando o imóvel for comprado, e não saem da carta. Quem planeja contando só com a carta pode chegar à escritura sem esse dinheiro.

Por isso, a pergunta útil não é se existe entrada, e sim quanto você precisa ter disponível no primeiro mês e no dia da compra. No primeiro mês, a primeira parcela. No dia da compra, os custos do cartório e do imposto, mais a diferença, quando o preço passar do valor da carta. Com esses dois números claros, o anúncio deixa de ser promessa e vira plano.

O que o anúncio diz e o que existe de fato

Consórcio sem juros e sem entrada: o que cada expressão do anúncio quer dizer na regra (quadro geral; custos de cada grupo vêm na simulação oficial)
O anúncio dizO que é verdadeO que o anúncio não diz
Sem jurosNão há juros, porque não há empréstimoHá taxa de administração sobre o plano
Sem entradaNão é preciso ter parte do valor do imóvelA primeira parcela é paga na adesão
Parcela que cabe no bolsoO valor mensal é menor que o de um financiamento do mesmo créditoA parcela é reajustada pelo índice do contrato
Crédito para o imóvel inteiroA carta paga o imóvel quando contempladaITBI, escritura e registro ficam por sua conta
Sem taxa de adesãoVerdade na YamahaOutras administradoras podem cobrar: pergunte

Nenhuma das linhas torna o consórcio uma má escolha. Elas mostram o que precisa estar claro antes da assinatura. Um vendedor sério apresenta a coluna do meio e a da direita juntas, sem esperar você perguntar.

Como calcular o custo real do seu plano

Custo do plano = taxa de administração total + seguro (se contratado) + taxa de adesão e fundo de reserva (se existirem)

Essa conta mostra o custo de usar o consórcio, separado do reajuste, que acompanha o crédito. Com ela em mãos, dá para comparar duas propostas de consórcio na mesma base e comparar o consórcio com o financiamento, desde que você some, do lado do financiamento, os juros, os seguros obrigatórios e as tarifas.

O que pedir em qualquer simulação de consórcio

  1. Taxa de administração total do plano, em percentual.
  2. Valor da primeira parcela e quando ela é paga.
  3. Índice de reajuste da carta e da parcela.
  4. Seguro: se é opcional e quanto acrescenta.
  5. Taxa de adesão e fundo de reserva: se existem.

“Eu prefiro perder um cliente explicando a taxa do que ganhar um cliente que vai se sentir enganado no primeiro reajuste. Consórcio tem custo, e o custo precisa estar na mesa desde o começo.”

Tamy de Almeida, representante autorizada do Consórcio Yamaha

Por que o tempo até a contemplação também entra na conta

Existe um custo que não aparece em nenhuma linha da simulação: o tempo. Quem paga aluguel enquanto espera a contemplação soma o aluguel às parcelas. Quem compra para alugar fica sem a renda do imóvel até a carta sair. Esse custo não é juro nem taxa, mas pesa na decisão, e é por isso que o lance costuma fazer parte do plano de quem tem pressa.

No financiamento, a lógica é a inversa: você usa o imóvel já, e paga juros por isso durante anos. A pergunta, no fundo, é qual dos dois custos você prefere: o dos juros, para ter o imóvel logo, ou o da espera, para pagar menos. Não existe resposta certa para todos, e quem disser o contrário está simplificando demais.

Sem entrada não quer dizer sem lance

Outra confusão comum é achar que sem entrada significa que o dinheiro guardado não tem utilidade. No consórcio, ele vira lance, que é a forma de concorrer com mais força nas assembleias. Quem tem uma reserva e está com pressa tende a usar parte dela como lance, e não como entrada. Quem não tem pode recorrer ao lance embutido de 25% do próprio crédito, sabendo que a carta encolhe.

Armadilhas nos anúncios de consórcio sem juros e sem entrada

Anúncio que merece atenção

  • Promete contemplação rápida junto com sem juros.
  • Não mostra a taxa de administração.
  • Pede pagamento para garantir a vaga no grupo.
  • Diz que a parcela nunca muda.

Anúncio que joga limpo

  • Mostra a taxa de administração total.
  • Avisa que a primeira parcela é paga na adesão.
  • Explica o índice de reajuste.
  • Diz que a contemplação não tem data.

Quando um anúncio junta sem juros, sem entrada e contemplação rápida na mesma frase, a chance de ser um golpe ou uma venda fora das regras é alta. A expressão em si não é proibida; o problema é usá-la para esconder o resto.

Quando a pressa é o sinal

Desconfie também de anúncios que pedem decisão imediata. Consórcio de imóvel é um contrato de muitos anos, e a vaga num grupo não some de um dia para o outro. Quem pede um depósito para reservar uma condição especial, ou para segurar um grupo que estaria fechando, está usando a pressa para impedir a comparação. Pagamentos só vão para a administradora, pelos meios oficiais, depois que você leu e entendeu o contrato.

Como comparar com calma

A forma mais segura de avaliar um anúncio é levar a proposta para uma comparação com critérios iguais para todos. O artigo sobre consórcio de banco ou administradora mostra o que é igual por lei e o que muda de uma empresa para outra. Para a reputação de quem vende, o roteiro do artigo sobre consórcio no Reclame Aqui ensina a ler reclamações sem cair em nota isolada.

Para quem pensa em sair do aluguel ou comprar o primeiro imóvel, vale ainda lembrar que o FGTS pode ser usado nas parcelas e no lance, quando o imóvel e o trabalhador atendem às condições do fundo. Isso não substitui a primeira parcela na adesão, mas ajuda a planejar o orçamento dos anos seguintes.

Resumo para quem tem pressa

  • Sem juros é verdade, mas há taxa de administração.
  • Sem entrada é verdade, mas a primeira parcela é paga na adesão.
  • Na Yamaha, carta e mensalidade sobem juntas com o INCC.
  • Imposto de transmissão e cartório não saem do crédito.
Miniatura do vídeo: Consórcio sem juros e sem entrada: é verdade?
Consórcio sem juros e sem entrada: é verdade?Vídeo do canal · título e duração: [PREENCHER]

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Para conferir: as regras do consórcio estão na Lei 11.795/2008 (abre em nova aba); a norma sobre a cobrança na adesão é a Resolução BCB 285, publicada pelo Banco Central (abre em nova aba); e os dados do setor estão na ABAC (abre em nova aba).

Perguntas frequentes sobre consórcio sem juros e sem entrada

Consórcio de imóvel tem juros?

Não. Não há empréstimo, então não há juros. Quem remunera a administradora é a taxa de administração, cobrada aos poucos em cada mensalidade.

Preciso pagar alguma coisa para entrar no consórcio?

Sim. A primeira parcela é paga na adesão, conforme a norma do Banco Central. Na Yamaha não há taxa de adesão.

A parcela do consórcio fica igual até o fim?

Não. O índice da Yamaha é o INCC, e a mensalidade muda sempre que a carta é corrigida.

A carta paga ITBI e escritura?

Os custos da compra, como ITBI, escritura e registro, ficam por sua conta e não saem da carta.

Consórcio sem juros é sempre mais barato que financiamento?

Para muitos perfis o custo total fica menor, mas depende da taxa, do prazo e do tempo até a contemplação. Compare na mesma base.

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A Tamy mostra a taxa total, a primeira parcela e o reajuste na simulação oficial, antes de qualquer assinatura.

Estimativa. Os valores mudam a cada assembleia e por grupo e dependem da aprovação da administradora. A simulação oficial chega pelo WhatsApp.

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