Planos e simulação · Plano de 70%
A parcela reduzida aumenta depois da contemplação? O plano de 70% explicado
Sim, a parcela reduzida aumenta depois da contemplação se você decidir usar 100% do crédito: os 30% que ficaram fora da base de cálculo entram na conta e são diluídos nas parcelas que faltam. Se você usar 70% do crédito, a regra do plano reduzido continua valendo, nos termos do contrato. O tamanho do aumento depende sobretudo do mês em que a carta sai.
Neste artigo
A parcela reduzida aumenta depois da contemplação? A resposta curta
Aumenta quando você usa a carta inteira, e não aumenta pela regra do plano quando você usa 70% do crédito. Em qualquer caso, as parcelas continuam sendo corrigidas uma vez por ano pelo INCC, a partir da 14ª, como em todo consórcio Yamaha de imóvel.
A dúvida existe porque a redução tem prazo de validade: ela vale até a contemplação. Quem entra no plano olhando só para a parcela do primeiro mês costuma se assustar na virada. Este artigo mostra a conta por trás do recálculo, com um exemplo em percentuais, para você saber antes o que esperar.
Uma observação antes dos números: a carta sai por sorteio ou lance, em assembleia, e ninguém sabe o mês de antemão. Como o aumento depende do mês em que ela acontece, o planejamento precisa considerar cenários, não uma data.
De onde vem a redução da parcela
Em um consórcio comum, a parcela é o valor da carta mais a taxa de administração, dividido pelo prazo. No plano Parcela Reduzida 70% da Yamaha, a base de cálculo fica em 70% do crédito enquanto a carta não é contemplada. Na disputa, porém, vale a carta inteira: você paga como se ela fosse 30% menor.
O que fica em aberto durante a fase reduzida
Os 30% que não entram na base não desaparecem. Eles ficam em aberto e só voltam à conta se, na contemplação, você decidir usar o crédito completo. É uma troca de tempo: menos peso agora, mais peso depois.
Para quem esse desenho foi pensado
Para quem precisa de fôlego no começo: quem ainda paga aluguel e quer começar a concorrer, e o investidor que prefere manter caixa enquanto espera. As duas situações têm algo em comum: o orçamento costuma melhorar depois da contemplação, seja porque o aluguel acaba, seja porque o imóvel comprado passa a render.
Resumo para quem tem pressa
- Até a contemplação, a base da parcela é de 70% do crédito.
- Usando 100% do crédito, os 30% restantes são diluídos nas parcelas que faltam.
- Quanto mais tarde a contemplação, menos parcelas sobram para diluir e maior o salto.
- Usando 70% do crédito, não há salto de recálculo; vale o que o contrato prevê.
A conta do recálculo, sem tabela de grupo
Dá para entender o recálculo com percentuais, sem nenhum valor em reais. Pense na carta como 100%. A cada mês da fase reduzida, você quita uma fatia de 70% dividida pelo prazo. Na contemplação, se usar a carta inteira, o que falta pagar é 100% menos o que já foi quitado, dividido pelos meses que restam.
Fator de aumento = (prazo − 0,7 × mês da contemplação) ÷ (0,7 × (prazo − mês da contemplação))
O fator mostra quantas vezes a nova parcela é maior que a reduzida. Um fator de 1,5 quer dizer uma parcela 50% maior. A fórmula é uma simplificação: considera a taxa de administração proporcional à carta e deixa de fora o INCC e o seguro, que afetam as duas fases do mesmo jeito. O valor oficial sai sempre da simulação da Yamaha.
Por que usar 70% mantém a parcela
Se você usa só 70% do crédito, o que falta pagar é 70% menos o que já foi quitado, dividido pelos meses que restam. Fazendo a conta, a fatia mensal continua a mesma da fase reduzida. Por isso, quem compra um imóvel que cabe em 70% da carta atravessa a contemplação sem salto de parcela por conta do plano.
O peso do mês da contemplação
É aqui que está a informação mais útil para planejar. Com a mesma carta e o mesmo prazo, a virada pode ser suave ou muito pesada, dependendo de quando a contemplação acontece.
| Mês da contemplação | Parcelas que restam | Aumento aproximado da parcela |
|---|---|---|
| 12º mês | 188 | cerca de 46% |
| 36º mês | 164 | cerca de 52% |
| 60º mês | 140 | cerca de 61% |
| 100º mês | 100 | cerca de 86% |
| 140º mês | 60 | cerca de 143% |
| 180º mês | 20 | mais de quatro vezes |
Repare no formato da curva. Nos primeiros anos, o aumento fica entre 40% e 60%, porque há muitas parcelas para diluir os 30%. Depois da metade do prazo, ele dispara. Em um plano mais curto, de 120 meses, a mesma lógica aparece mais cedo: contemplado no 60º mês, o aumento já passa de 80%.
“No plano reduzido, eu não pergunto só se a parcela cabe hoje. Pergunto se ela cabe no ano em que a carta sair, seja ele qual for.”
Tamy de Almeida, representante autorizada do Consórcio Yamaha
O que isso muda na estratégia de lance
Como a virada fica mais pesada com o tempo, o plano reduzido combina com quem tem alguma reserva para lance e quer concorrer cedo. Isso não garante a contemplação nos primeiros anos, mas é coerente com o desenho do plano. Quem não tem reserva nenhuma precisa testar a conta também nos cenários tardios.
70% ou 100% do crédito: como decidir na contemplação
A decisão é tomada na contemplação, mas deve ser pensada desde a adesão. Ela depende do preço do imóvel que você vai comprar e da parcela que o seu orçamento aguenta depois da virada.
Usar 70% do crédito
- O imóvel cabe em 70% da carta, com ou sem recursos próprios.
- A parcela da fase reduzida é o teto do seu orçamento.
- Você prefere previsibilidade a crédito maior.
Usar 100% do crédito
- O imóvel exige a carta inteira.
- O aluguel acaba com a mudança e libera espaço no mês.
- O imóvel comprado vai gerar renda para ajudar na parcela.
Para quem pensa em aumentar a carta ao longo do plano, há regras próprias, explicadas em como aumentar o valor da carta de consórcio de imóvel.
Como amortecer a virada da parcela
Existem formas de suavizar o salto sem abrir mão do crédito inteiro. Todas dependem de planejamento e das regras do contrato.
Lance na contemplação
O lance reduz o saldo que falta pagar. Se você foi contemplado por lance, parte dos 30% em aberto já pode ter sido coberta por ele. O FGTS pode compor o lance quando o imóvel é para a sua moradia e as regras do fundo são cumpridas.
FGTS nas parcelas
Depois da contemplação, o FGTS também pode pagar parte das parcelas, respeitando as exigências do fundo. Para quem sai do aluguel, essa combinação costuma ser o que equilibra o orçamento nos primeiros anos da parcela recalculada.
Renda do imóvel
Para o investidor, a renda do aluguel do imóvel comprado ajuda na parcela recalculada. Faça a conta com o aluguel líquido, depois de condomínio, IPTU, manutenção e meses vazios. Se a parcela só cabe com um aluguel otimista, a carta está grande para o plano.
Erros comuns na leitura da simulação do plano reduzido
A simulação oficial mostra a parcela da fase reduzida em destaque. Os detalhes que importam estão nas linhas de baixo, e são eles que evitam a surpresa na virada.
Três leituras erradas que a Tamy vê com frequência
Os três erros abaixo aparecem em quase toda primeira conversa sobre o plano reduzido. Nenhum deles é falha da simulação: é a leitura apressada de um documento que tem muitas linhas e uma parcela em destaque, a menor de todo o plano. Quem lê com calma, de cima para baixo, chega à mesma conclusão que a fórmula deste artigo.
Olhar só a primeira parcela
A primeira parcela é a menor do plano. Procure também a referência da parcela depois da contemplação usando o crédito inteiro.
Esquecer o reajuste anual
As duas fases são corrigidas pelo INCC a partir da 14ª parcela. A virada acontece sobre uma parcela que já foi reajustada algumas vezes.
Confundir carta com crédito disponível
Se você usar lance embutido, ele sai da carta e reduz o crédito para o imóvel. Some os dois efeitos antes de escolher o tamanho da carta. O passo a passo para entender cada linha está em como ler a simulação de consórcio.
Como planejar o plano reduzido antes de assinar
Planeje em dois tempos: a fase reduzida, que convive com o aluguel ou com a espera do investidor, e a fase recalculada, que convive com o imóvel comprado.
Checklist do plano de 70%
- Defina o imóvel: o valor que você pretende comprar decide entre 70% e 100%.
- Peça a simulação oficial: com a parcela reduzida e a referência da parcela cheia.
- Teste três cenários: contemplação cedo, no meio e no fim do prazo.
- Separe a reserva de lance: e confira o saldo do FGTS.
- Inclua o INCC: nas duas fases, a partir da 14ª parcela.
- Guarde dinheiro para a compra: ITBI, escritura e registro não entram na carta.
Esse é o roteiro que a Tamy usa com quem escolhe o plano reduzido. Com 24 anos com consórcio, ela costuma mostrar o fator de aumento nos três cenários antes de qualquer assinatura.
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As regras gerais de contemplação e de cálculo das parcelas estão na Lei 11.795/2008 (abre em nova aba). A administradora do plano é autorizada pelo Banco Central (abre em nova aba).
Perguntas frequentes sobre a parcela reduzida depois da contemplação
Até quando a parcela fica reduzida?
Até a contemplação. A partir dela, a parcela segue a escolha entre usar 70% ou 100% do crédito, conforme o contrato.
Quanto a parcela aumenta se eu usar a carta inteira?
Depende do mês da contemplação e do prazo. Num exemplo de 200 meses, o aumento fica perto de 50% nos primeiros anos e cresce muito perto do fim. A simulação oficial mostra o seu caso.
Posso usar só 70% do crédito e manter a parcela?
Pode escolher usar 70%. Aí o recálculo não acontece, e vale o que o contrato prevê para essa escolha.
O lance ajuda a diminuir o aumento?
Ajuda, porque abate o saldo que falta pagar. O FGTS pode compor o lance quando o imóvel é para a sua moradia.
Ser contemplado cedo é melhor no plano reduzido?
Para a virada da parcela, sim: há mais meses para diluir os 30%. Mas ninguém pode prometer quando a contemplação vai acontecer.



