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Contemplação e lances · Antes de usar o próprio crédito como lance

Lance embutido é ruim? Os casos em que ele atrapalha

O lance embutido não é ruim nem bom por natureza: é ruim quando a carta foi escolhida pelo valor exato do imóvel, porque usar até 25% do crédito como lance deixa a carta curta e obriga você a completar a diferença do próprio bolso. É útil quando a carta foi dimensionada já contando com o desconto, quando você não tem dinheiro guardado e quando o imóvel ainda não está escolhido. Antes de ofertar, faça a conta do crédito líquido contra o preço do imóvel e os custos da compra.

Tamy de AlmeidaPor Tamy de Almeida
Representante autorizada do Consórcio Yamaha
Publicado em [PREENCHER] Atualizado em [PREENCHER] 9 min de leitura
Neste artigo
  1. A resposta curta
  2. O teste dos três números
  3. Cinco casos lado a lado
  4. Quando atrapalha
  5. Quando ajuda
  6. Como evitar a carta curta
  7. Como decidir no seu grupo
  8. Perguntas frequentes

Lance embutido é ruim? A resposta curta

A fama de vilão do lance embutido vem de uma cena que se repete: a pessoa é contemplada, comemora, vai ao imóvel que escolheu e descobre que o crédito que sobrou não paga a compra. A culpa não é do embutido em si, e sim de uma decisão tomada lá atrás, no dia em que a carta foi escolhida sem considerar que parte dela poderia virar lance.

Este artigo não repete a explicação de como o embutido funciona, que está no guia sobre lance embutido ligado nos artigos relacionados. O objetivo aqui é mostrar casos concretos, com números redondos de referência, para que você reconheça antes de ofertar se está no grupo de pessoas para quem ele atrapalha ou para quem ele ajuda.

O teste dos três números

Antes de qualquer decisão sobre lance embutido, coloque três números lado a lado: o valor da carta, o crédito que sobra depois do embutido e o valor total da compra, somando o preço do imóvel aos custos de ITBI, escritura e registro. Se o crédito líquido não cobre o preço, a diferença precisa existir em dinheiro na sua conta no momento da compra.

Diferença a completar = (preço do imóvel + custos da compra) − (carta − parte usada como lance embutido)

Quando a diferença dá zero ou negativa, o embutido não tira nada da sua compra. Quando dá positiva e você não tem esse dinheiro, a contemplação pode virar um problema: você tem a carta, mas não consegue usá-la para o imóvel que queria. O prazo para usar o crédito depois da contemplação segue o contrato, e procurar outro imóvel às pressas raramente termina bem.

Cinco casos lado a lado

Os casos abaixo usam números redondos para facilitar a leitura. Não são valores de tabela nem condições de nenhum grupo: são exemplos para mostrar o mecanismo. Em todos, o embutido é de 25% da carta, o máximo confirmado na Yamaha.

Lance embutido de 25%: cinco casos com números de referência (exemplos para mostrar o mecanismo, sem valores de tabela nem condições de grupo)
CasoCartaCrédito depois do embutidoCompra (imóvel + custos)Resultado
1. Carta no valor exato do imóvelR$ 400 milR$ 300 milR$ 420 milFaltam R$ 120 mil: atrapalha
2. Carta com folga de 25%R$ 500 milR$ 375 milR$ 370 milCobre a compra: ajuda
3. Investidor sem imóvel escolhidoR$ 300 milR$ 225 milEscolhe dentro do créditoAjuda, com imóvel menor
4. Obra com orçamento fechadoR$ 350 milR$ 262,5 milR$ 350 mil de obraObra sem verba no fim: atrapalha
5. Quem tem FGTS para lanceR$ 400 milR$ 400 mil (sem embutido)R$ 420 milO embutido seria desnecessário

O padrão aparece rápido. O embutido atrapalha quando a carta foi pensada para um objetivo de valor fechado, como um imóvel já escolhido ou uma obra orçada. Ajuda quando há folga entre a carta e a compra, ou quando a compra se ajusta ao crédito que sobrar. E perde o sentido quando existe outra fonte para o lance, como dinheiro guardado ou FGTS.

Quando o lance embutido atrapalha

Caso 1: a carta foi escolhida pelo preço do imóvel

Uma pessoa encontra um apartamento e escolhe uma carta do mesmo valor. Meses depois, sem ser sorteada, decide usar o embutido para concorrer. Se o lance vence, o crédito encolhe um quarto e a compra deixa de fechar. A saída passa a ser completar com dinheiro próprio, negociar o preço ou desistir do imóvel. Nenhuma delas é boa quando a pessoa não tem reserva.

Caso 4: a obra tem orçamento fechado

Na construção, cada liberação acompanha o avanço medido no cronograma físico-financeiro. Se a carta foi dimensionada pelo orçamento da obra e parte dela virou lance, a falta aparece nas últimas etapas, justamente as de acabamento. A obra para no meio, e retomar depois costuma sair mais caro. Para quem constrói, o embutido só funciona com folga planejada desde o início.

Quem esquece os custos da compra

Mesmo quando o crédito líquido cobre o preço, os custos da compra continuam do lado de fora. ITBI, escritura e registro somam um valor relevante e não são pagos pela carta. Quem usou o embutido contando com o crédito no limite chega à escritura sem dinheiro para concluir.

Quando o lance embutido ajuda

Caso 2: a carta foi escolhida com folga

Quem já entra no consórcio pensando em usar o embutido escolhe uma carta maior, de modo que o crédito líquido cubra o imóvel. A mensalidade é maior do que seria com a carta justa, e é esse o preço da estratégia. Em troca, a pessoa concorre com um lance relevante sem precisar de dinheiro guardado.

Caso 3: o investidor que ainda não escolheu

Para quem compra para alugar e não tem um imóvel definido, o crédito que sobra define a busca, e não o contrário. Com um crédito líquido menor, a pessoa procura um imóvel compatível, muitas vezes menor e mais fácil de alugar. Para esse perfil, o embutido é uma ferramenta, não um problema.

Caso 5: quem tem outra fonte de lance

Quem tem saldo de FGTS disponível ou dinheiro guardado pode ofertar o lance sem tocar na carta. Nesse caso, usar o embutido seria abrir mão de um quarto do crédito sem necessidade. A exceção é quem quer somar as fontes para chegar a uma oferta maior: aí o embutido entra como complemento, e a conta dos três números precisa ser refeita com a carta menor.

O que muda quando a carta é maior

Escolher uma carta maior para compensar o embutido tem um custo que precisa ficar claro: a mensalidade é calculada sobre o valor cheio da carta, assim como a taxa de administração. Você paga por um crédito maior do que vai usar no imóvel. Para quem não tem outra forma de concorrer com força, esse custo pode valer a pena. Para quem tem, quase nunca vale.

O embutido tende a ajudar quando

  • A carta foi escolhida com folga para o desconto.
  • O imóvel ainda não foi escolhido.
  • Não há dinheiro guardado nem FGTS para lance.
  • Há reserva para os custos da compra.

O embutido tende a atrapalhar quando

  • A carta tem o valor exato do imóvel ou da obra.
  • Existe outra fonte para o lance.
  • Não há dinheiro para completar a diferença.
  • O vendedor já tem um preço fechado.

“Eu não pergunto se o cliente quer usar o embutido. Pergunto se ele quer comprar o imóvel que escolheu ou um imóvel dentro do crédito que vai sobrar. A resposta decide tudo.”

Tamy de Almeida, representante autorizada do Consórcio Yamaha

Em todos os casos, a pergunta de fundo é a mesma: o objetivo é um imóvel específico ou um patrimônio de valor aproximado? Quem tem um alvo fechado precisa de folga ou de outra fonte de lance. Quem tem um alvo flexível pode usar o embutido com mais tranquilidade, desde que saiba de antemão o tamanho do crédito que vai sobrar.

Como evitar a carta curta

Cinco cuidados antes de ofertar com embutido

  1. Escolha a carta já com a folga se pretende usar o embutido no futuro.
  2. Some os custos da compra ao preço do imóvel antes de fazer a conta.
  3. Confira outras fontes de lance, como FGTS e dinheiro guardado.
  4. Pergunte sobre o aumento de crédito, que na Yamaha pode chegar a 30%, em vez de forçar o embutido.
  5. Na obra, guarde verba fora da carta para as últimas etapas.

Uma dúvida que ainda depende de confirmação com a Yamaha é se o valor do lance, depois de abatido, reduz o número de parcelas ou o valor de cada uma [CONFIRMAR com a Yamaha]. A resposta muda o efeito do embutido no seu orçamento depois da contemplação, por isso a Tamy checa esse ponto antes da sua decisão.

Também vale refazer a conta a cada reajuste anual. Como a carta é corrigida pelo INCC, o crédito líquido depois do embutido muda junto. Se o imóvel que você tem em vista sobe menos que o índice, a folga aumenta; se sobe mais, ela diminui. Quem decidiu pelo embutido há dois anos precisa conferir se a decisão continua de pé antes da próxima oferta.

Como decidir no seu grupo

A decisão sobre o embutido não é isolada. Ela conversa com o grupo em que você está, com o histórico de lances e com o momento da sua vida. Grupos diferentes têm dinâmicas de lance diferentes, e o artigo sobre como escolher grupo de consórcio explica o que olhar antes de entrar. Depois da adesão, o mês a mês do grupo e o momento em que o lance começa a fazer sentido aparecem em o que acontece depois de entrar no grupo de consórcio.

Para comparar o embutido com o livre, o fixo de 30% e o parcelado em 4 vezes, o guia como dar lance em consórcio reúne as modalidades e a estratégia que a Tamy usa em cada caso.

Resumo para quem tem pressa

  • O embutido atrapalha quando a carta tem o valor exato do imóvel ou da obra.
  • Ajuda quando a carta foi escolhida com folga ou o imóvel se ajusta ao crédito.
  • Some os custos da compra antes de fazer a conta.
  • Se houver FGTS ou dinheiro guardado, o embutido pode ser desnecessário.
Miniatura do vídeo: Lance embutido é ruim?
Lance embutido é ruim?Vídeo do canal · título e duração: [PREENCHER]

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Para conferir: a contemplação por lance está regulada na Lei 11.795/2008 (abre em nova aba); as regras do uso do FGTS como lance estão no site da Caixa (abre em nova aba); e os dados do setor de consórcios estão na ABAC (abre em nova aba).

Perguntas frequentes sobre o lance embutido

Lance embutido é ruim para quem já escolheu o imóvel?

Costuma atrapalhar se a carta tem o valor exato do imóvel, porque o crédito encolhe e você precisa completar a diferença.

Quanto do crédito posso usar como lance embutido na Yamaha?

Até 25% do valor da carta, conforme a regra confirmada da Yamaha.

Posso usar o embutido na construção?

Pode, mas a carta precisa ter folga, porque o crédito é liberado por etapas e a falta aparece no fim da obra.

O embutido diminui a mensalidade depois da contemplação?

Ainda falta a Yamaha responder se o lance abate o prazo ou o valor de cada mensalidade; a Tamy verifica isso antes da oferta.

Tenho FGTS. Ainda faz sentido usar o embutido?

Muitas vezes não, porque o FGTS pode entrar como lance sem reduzir a carta, desde que imóvel e titular atendam às exigências do FGTS.

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Estimativa. Os valores mudam a cada assembleia e por grupo e dependem da aprovação da administradora. A simulação oficial chega pelo WhatsApp.

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