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Imóvel mais caro que a carta de consórcio: como completar a diferença

Quando o imóvel é mais caro que a carta de consórcio, a compra continua possível: a diferença é paga com recurso próprio, direto ao vendedor, ao lado do crédito. Outras saídas são somar uma segunda carta, pedir aumento de crédito dentro das regras do plano ou negociar o preço. O que não funciona é tratar a diferença como se a carta pudesse crescer na hora: o valor contemplado é o limite da administradora, e tudo acima dele sai de outra fonte.

Tamy de AlmeidaPor Tamy de Almeida
Representante autorizada do Consórcio Yamaha
Publicado em [PREENCHER] Atualizado em [PREENCHER] 9 min de leitura
Neste artigo
  1. A resposta curta
  2. Como a compra funciona
  3. As formas de completar
  4. Recurso próprio
  5. Segunda carta e aumento
  6. O que não é permitido
  7. Negociar o preço
  8. Como não chegar lá
  9. Perguntas frequentes

Imóvel mais caro que a carta de consórcio: a resposta curta

A situação é mais comum do que parece. A contemplação chega, você começa a visitar imóveis e o que mais agrada custa um pouco acima do crédito. Às vezes a diferença é pequena; às vezes é de dezenas de milhares de reais. Em nenhum dos casos a contemplação se perde por isso.

A carta paga até o valor dela. O restante precisa vir de outra fonte, e a pergunta passa a ser qual fonte você tem disponível e quando. Este artigo mostra as opções, na ordem em que costumam ser mais simples.

Como funciona a compra com a carta e a diferença

Na compra com carta, a administradora paga o vendedor com o crédito contemplado, depois de aprovar o imóvel e a documentação. Quando o preço é maior, você paga a diferença ao vendedor por conta própria, normalmente antes ou no ato da escritura, conforme o que for combinado no contrato de compra.

Preço do imóvel = crédito da carta + diferença paga por você

O imóvel inteiro fica vinculado ao plano

Mesmo que você tenha pago parte do preço com recurso próprio, o imóvel todo fica vinculado à Yamaha por alienação até a última parcela. Para quem compra, isso não muda nada no dia a dia; o imóvel é seu para morar ou alugar. A diferença paga por você simplesmente aumenta a parte do bem que já é sua de fato.

Há um efeito positivo nisso para quem investe: quanto maior a parte paga com recurso próprio, menor a fatia do imóvel que ainda depende das parcelas do plano. Se um dia você quiser vender o imóvel antes de quitar o consórcio, a parte que já é sua pesa a favor na negociação, sempre seguindo as regras de transferência da administradora.

A avaliação define o teto

A administradora avalia o imóvel antes de aprovar a compra. Se a avaliação ficar abaixo do preço pedido, o crédito liberado segue a regra da Yamaha para esse caso [CONFIRMAR com a Yamaha como a avaliação limita o crédito liberado]. Por isso, num imóvel com preço muito acima do mercado, a diferença pode ser maior do que você imaginava.

As formas de completar a diferença

Há quatro caminhos, e eles podem ser combinados. A tabela compara pelo que mais importa na hora: de onde vem o dinheiro e quanto tempo leva.

Formas de completar a diferença quando o imóvel custa mais que a carta (regras gerais; condições finais da Yamaha)
CaminhoDe onde vem o dinheiroQuando fica disponívelSituação na Yamaha
Recurso próprioReserva, venda de outro bemNa hora da compraAceito, pago direto ao vendedor
Segunda carta contempladaOutra cota suaSó depois da contemplação delaDepende da regra e da análise do imóvel
Aumento de créditoA própria cota, com parcela maiorConforme o momento do pedidoAté 30%, pelas regras do plano
FGTS para complementarConta do FGTS do compradorDepois da análise da Caixa[CONFIRMAR com a Yamaha]

Repare que só o recurso próprio está sempre disponível na hora. Os outros três dependem de algo que ainda vai acontecer: uma contemplação, uma análise ou um pedido. Quem já está negociando com o vendedor precisa saber disso antes de assinar qualquer sinal.

Recurso próprio: o caminho mais direto

Pagar a diferença com dinheiro guardado é o caminho mais simples e mais rápido. Não depende de aprovação adicional, e o vendedor recebe as duas partes no mesmo processo.

De onde costuma vir esse dinheiro

  • A reserva que você manteve para lance e não precisou usar inteira.
  • A venda de um carro, de um terreno ou de outro imóvel.
  • Uma ajuda da família, formalizada por escrito.
  • O saldo de aplicações que você tinha separado para a compra.

Cuidado com o caixa dos custos da compra

Antes de usar toda a reserva na diferença, lembre que a compra tem outras despesas fora da carta. Gastar tudo no preço e ficar sem dinheiro para o cartório trava a transferência. A lista do que reservar está em custos para comprar imóvel com consórcio.

“A diferença do preço quase nunca é o problema. O problema é descobrir no cartório que a reserva foi toda para o vendedor.”

Tamy de Almeida, representante autorizada do Consórcio Yamaha

Segunda carta e aumento de crédito

Quem tem mais de uma cota pode pensar em somar duas cartas contempladas para o mesmo imóvel. É uma saída comum entre investidores, mas não é automática: o uso conjunto das duas precisa ser aceito pela Yamaha na análise do imóvel. E a segunda carta precisa já estar contemplada, o que ninguém controla.

O aumento de crédito

A Yamaha permite aumentar o crédito da cota em até 30%, pelas regras do plano. A parcela sobe na mesma proporção. Em que momento o pedido pode ser feito, antes ou depois da contemplação, é regra do contrato [PREENCHER com a Tamy: momento do pedido de aumento de crédito]. Quem já sabe que mira um imóvel mais caro deve conversar sobre o aumento cedo, e não com o vendedor esperando.

E o FGTS?

O FGTS pode ser usado no lance e nas parcelas nos grupos Yamaha. Usá-lo para completar a diferença entre a carta e o preço é outra operação, que segue as regras do fundo e da administradora e ainda está em confirmação. Se o seu plano conta com o FGTS para isso, confirme com a Tamy antes de negociar.

O que não é permitido

Algumas saídas parecem lógicas, mas não funcionam com a carta. Saber disso antes evita negociações que não fecham.

Pode

  • Pagar a diferença ao vendedor com recurso próprio.
  • Pedir aumento de crédito dentro do limite do plano.
  • Negociar o preço até caber na carta e na reserva.

Não pode

  • Usar a carta num imóvel na planta, sem habite-se.
  • Comprar um imóvel acima do que a avaliação aprova sem cobrir a diferença.
  • Pedir que a carta cubra o preço inteiro acima do valor contemplado.

E financiar a diferença no banco?

Juntar carta de consórcio e financiamento bancário no mesmo imóvel esbarra num ponto prático: os dois credores querem o imóvel como garantia, e ele só pode ficar alienado a um de cada vez. Se existe alguma forma de combinar as duas operações na Yamaha ainda não tem resposta da Yamaha [CONFIRMAR com a Yamaha a combinação de carta e financiamento no mesmo imóvel]. Até a resposta, trate a diferença como recurso próprio.

E um empréstimo pessoal?

Tecnicamente, o dinheiro de um empréstimo pessoal vira recurso próprio na sua conta. Mas os juros desse tipo de crédito costumam ser altos, e a parcela dele se soma à do consórcio no mesmo mês. Antes de seguir por esse caminho, compare com as outras saídas: negociar o preço ou escolher outro imóvel quase sempre sai mais barato do que pagar juros altos sobre a diferença.

E se o imóvel for um lançamento?

Se o imóvel mais caro é um apartamento na planta, a diferença de preço é o menor dos problemas: sem habite-se, a carta não compra. A explicação e a alternativa estão em consórcio para comprar apartamento na planta.

Negociar o preço com a carta na mão

Uma carta contemplada é, para o vendedor, um pagamento praticamente à vista. Ele recebe o crédito da administradora depois do registro, sem depender de aprovação bancária do comprador. Isso costuma ser um bom argumento para pedir desconto.

Como apresentar a proposta

Mostre que a carta já está contemplada e explique as etapas até o pagamento: análise do imóvel, documentação, escritura ou contrato e registro. O vendedor que entende o processo aceita melhor o prazo e, muitas vezes, aceita um preço menor em troca da segurança de receber o valor inteiro.

Quando vale procurar outro imóvel

Se a diferença for grande e você não tiver recurso próprio, às vezes o melhor caminho é outro imóvel, do mesmo padrão, em outra rua ou outro bairro. A contemplação não tem prazo tão curto que obrigue a fechar o primeiro que aparece, conforme as regras de uso do crédito do contrato.

Como não chegar a essa situação

A diferença entre carta e preço quase sempre nasce na adesão, quando a carta é escolhida pelo preço de hoje ou pela parcela. Três cuidados reduzem esse risco.

Três cuidados na hora de escolher a carta

  1. Pesquise o preço do imóvel que você quer: e escolha a carta pelo alto da faixa.
  2. Considere o lance embutido: o que for usado no lance sai do crédito da compra.
  3. Mantenha uma reserva viva: para lance, para custos da compra e para uma eventual diferença.

Se o imóvel que você quer é um apartamento pronto, o caminho completo, com simulação e documentos, está na página de consórcio para comprar apartamento.

Resumo para quem tem pressa

  • A carta paga até o valor dela; a diferença é paga por você ao vendedor.
  • Recurso próprio é o caminho mais rápido; os outros dependem de análise.
  • Aumento de crédito de até 30%, pelas regras do plano.
  • Imóvel na planta não entra, com ou sem diferença de preço.
Miniatura do vídeo: Imóvel mais caro que a carta: e agora?
Imóvel mais caro que a carta: e agora?Vídeo do canal · título e duração: [PREENCHER]

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Para conferir: as regras do consórcio estão na Lei 11.795/2008 (abre em nova aba); a alienação fiduciária de imóveis está na Lei 9.514/1997 (abre em nova aba); e a autorização da administradora pode ser consultada no Banco Central (abre em nova aba).

Perguntas frequentes sobre imóvel mais caro que a carta

Posso comprar um imóvel mais caro que a minha carta de consórcio?

Sim. A carta paga até o valor dela, e a diferença é paga por você ao vendedor, com recurso próprio ou outra fonte aceita.

Posso juntar duas cartas para o mesmo imóvel?

Só se a Yamaha aceitar o uso conjunto na análise, e a segunda carta precisa já estar contemplada.

Dá para aumentar o crédito da carta?

A Yamaha aceita aumento de até 30% da carta, pelas regras do plano; o valor mensal cresce junto.

Posso usar o FGTS para completar a diferença?

A Yamaha ainda vai confirmar essa operação. No lance e nas parcelas, o FGTS já pode ser usado.

O imóvel inteiro fica alienado mesmo se eu pagar parte?

Sim. A alienação vale para o imóvel inteiro até a quitação do consórcio, mesmo com parte do preço paga por você.

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