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Quanto gasto de aluguel em 10 anos (e quanto disso vira patrimônio)

Para saber quanto gasto de aluguel em 10 anos, some os 120 aluguéis com os reajustes anuais. Sem reajuste, seriam 120 vezes o valor de hoje. Com reajuste médio de 4% ao ano, a soma fica perto de 144 vezes o aluguel atual; com 6%, perto de 158 vezes. Um aluguel de R$ 2.500 hoje, por exemplo, soma entre R$ 360 mil e R$ 395 mil em dez anos. Desse total, nada vira patrimônio de quem paga.

Tamy de AlmeidaPor Tamy de Almeida
Representante autorizada do Consórcio Yamaha
Publicado em [PREENCHER] Atualizado em [PREENCHER] 9 min de leitura
Neste artigo
  1. A resposta curta
  2. A conta sem planilha
  3. A tabela de 10 anos
  4. E em 5, 15 ou 20 anos
  5. De onde vem o reajuste
  6. O que vira patrimônio
  7. O que essa conta não diz
  8. Próximo passo
  9. Perguntas frequentes

Quanto gasto de aluguel em 10 anos: a resposta curta

Mais do que parece. O aluguel é uma despesa que se paga em pedaços pequenos e por isso quase ninguém vê o total. Quando os 120 pagamentos de uma década aparecem somados, o número costuma assustar, e é justamente esse número que ajuda a decidir com a cabeça fria.

Este artigo não vende nada. Ele mostra a conta, em três valores de aluguel e três cenários de reajuste, ensina a fazer a conta do seu caso e explica o que essa soma significa para quem pensa em ter o próprio imóvel algum dia.

A conta sem planilha

O aluguel é reajustado uma vez por ano, por um índice de inflação previsto no contrato. Por isso, cada ano custa um pouco mais que o anterior, e a soma de dez anos é maior que dez vezes o aluguel anual de hoje.

Gasto em 10 anos ≈ aluguel de hoje × fator (120 sem reajuste, 144 com 4% ao ano, 158 com 6% ao ano)

De onde vêm esses fatores

Cada fator é a soma dos doze aluguéis de cada ano, com o reajuste acumulado até aquele ano. Com 4%, o primeiro ano soma 12 aluguéis, o segundo 12,48, o terceiro quase 13, e assim por diante. No décimo ano, o aluguel já está cerca de 42% acima do valor de hoje. Somando os dez anos, o resultado fica perto de 144 aluguéis atuais.

Como fazer com o seu valor

Pegue o aluguel que você paga hoje e multiplique pelo fator do cenário que achar mais provável. Se o seu aluguel inclui condomínio e IPTU no mesmo boleto, separe: a conta deste artigo é só do aluguel. Condomínio e IPTU existem também para quem é dono, então não entram na comparação.

A tabela de 10 anos, em três valores de aluguel

A tabela mostra o total pago em dez anos para três valores de aluguel e três cenários de reajuste anual. É uma conta própria e ilustrativa: os índices reais variam a cada ano, para cima ou para baixo.

Quanto se gasta de aluguel em 10 anos: soma de 120 aluguéis com reajuste anual composto (cálculo próprio, ilustrativo)
Aluguel de hojeSem reajusteReajuste de 4% ao anoReajuste de 6% ao ano
R$ 1.500R$ 180 milR$ 216 milR$ 237 mil
R$ 2.500R$ 300 milR$ 360 milR$ 395 mil
R$ 4.000R$ 480 milR$ 576 milR$ 633 mil

Repare na coluna do meio. Quem paga R$ 2.500 hoje, com reajustes moderados, vai entregar ao proprietário em dez anos algo perto de R$ 360 mil. Em muitas cidades, esse valor compra um imóvel parecido com o alugado.

O efeito do reajuste é maior do que parece

A diferença entre não reajustar e reajustar 6% ao ano é de mais de 30% no total. Isso acontece porque cada reajuste incide sobre o aluguel já reajustado. É o mesmo efeito dos juros compostos, só que trabalhando contra quem paga.

E em 5, 15 ou 20 anos?

Dez anos é um marco fácil de imaginar, mas quem aluga costuma alugar por mais tempo. A tabela abaixo usa um reajuste médio de 5% ao ano e mostra como a soma cresce com o tempo.

Soma dos aluguéis com reajuste de 5% ao ano, por tempo de aluguel (cálculo próprio, ilustrativo)
Aluguel de hojeEm 5 anosEm 10 anosEm 15 anosEm 20 anos
R$ 1.500R$ 99 milR$ 226 milR$ 388 milR$ 595 mil
R$ 2.500R$ 166 milR$ 377 milR$ 647 milR$ 992 mil
R$ 4.000R$ 265 milR$ 604 milR$ 1,04 milhãoR$ 1,59 milhão

De dez para vinte anos, a soma fica mais de duas vezes e meia maior, porque os anos finais pagam os aluguéis mais altos. Quem paga R$ 2.500 hoje e continuar alugando por duas décadas, no cenário de 5%, terá pago perto de um milhão de reais.

Por que a conta começa pelo aluguel de hoje

Seria possível fazer a conta em valores corrigidos, descontando a inflação de cada ano. O resultado ficaria menor no papel, mas menos útil na prática. A soma nominal mostra o que de fato sai da sua conta bancária ao longo da década, boleto a boleto. E é essa soma que dá para comparar com outras formas de usar o mesmo dinheiro, como uma reserva, uma parcela ou um investimento.

E se eu mudar de casa no meio do caminho?

A conta continua valendo, só que com outro valor de partida. Quem muda para um imóvel maior, por causa de filhos ou de trabalho, costuma ver o aluguel subir de uma vez, além do reajuste. Nesse caso, faça a conta em duas partes: os anos no imóvel atual e os anos no próximo, cada uma com o seu valor.

De onde vem o reajuste do aluguel

O índice de reajuste é escolhido no contrato. Os mais usados são o IGP-M, calculado pela FGV, e o IPCA, calculado pelo IBGE. Os dois medem inflação, mas de formas diferentes, e já passaram por anos em que um subiu bem mais que o outro.

IGP-M e IPCA

O IGP-M é mais sensível ao dólar e aos preços no atacado, e por isso oscila mais. O IPCA mede o custo de vida das famílias e costuma ser mais estável. Nos últimos anos, muitos contratos novos passaram a usar o IPCA. Vale conferir o seu contrato para saber qual índice corrige o seu aluguel e em que mês. Se o índice do ano vier muito alto, a lei permite negociar, e muitos proprietários aceitam trocar o índice para manter um bom inquilino.

A renovação também pesa

Além do reajuste anual, a cada renovação o proprietário pode propor um novo valor, alinhado ao mercado. Em bairros que se valorizam, o salto na renovação costuma ser maior que o índice. Por isso, as tabelas acima podem estar abaixo da realidade em regiões muito procuradas.

“Ninguém precisa sair do aluguel amanhã. Mas todo mundo deveria saber o número dos próximos dez anos antes de decidir que ainda não é a hora.”

Tamy de Almeida, representante autorizada do Consórcio Yamaha

Quanto disso vira patrimônio

Do aluguel, nada. Ele paga o direito de morar e é uma despesa legítima, como a conta de luz. O ponto não é que alugar seja errado, e sim que o dinheiro do aluguel não volta para você em forma de bem.

A comparação que faz sentido

Quem quer que parte do que paga por mês vire patrimônio tem alguns caminhos: guardar para comprar à vista, financiar ou fazer consórcio. No financiamento, parte da prestação é juro. No consórcio, não há juros: a maior parte da parcela vai para o fundo que forma o crédito, e o custo é a taxa de administração. Cada caminho tem prós e contras, e nenhum serve para todo mundo.

O desafio da fase de transição

No consórcio, enquanto o crédito não sai, quem mora de aluguel continua pagando o aluguel e passa a pagar a parcela. Essa fase precisa ser planejada com cuidado. O tema é tratado no guia sobre como pagar aluguel e consórcio ao mesmo tempo, e os caminhos para quem quer evitar os juros do banco estão em como sair do aluguel sem financiamento.

O que essa conta não diz

A soma dos aluguéis é um número poderoso, mas não decide sozinha. Algumas coisas ficam de fora, e é honesto dizer quais.

  • Ter imóvel próprio também tem custos: manutenção, IPTU, seguro e reformas ao longo do tempo.
  • Alugar dá liberdade para mudar de cidade ou de bairro sem vender nada.
  • O valor do imóvel comprado pode subir ou cair, conforme o mercado local.
  • O dinheiro que não vai para o aluguel precisa ter outro destino, como a parcela ou uma reserva.

Mesmo assim, para quem pretende ficar na mesma cidade por muitos anos, a conta costuma ser o primeiro passo para olhar o assunto com mais calma e menos impulso. A conta também ajuda quem decidiu continuar alugando: saber o total da década permite negociar melhor a renovação e planejar a reserva com mais clareza.

Próximo passo, sem pressa

Para fazer a sua conta completa

  1. Aluguel de hoje: só o aluguel, sem condomínio e IPTU.
  2. Índice do contrato: IGP-M, IPCA ou outro, e o mês do reajuste.
  3. Quanto tempo pretende ficar na cidade: cinco, dez ou vinte anos.
  4. Quanto sobra por mês: para saber se uma parcela caberia junto com o aluguel.
  5. Reserva ou FGTS: recursos que poderiam acelerar a saída do aluguel.

Se depois da conta você quiser ver como seria trocar o aluguel por uma parcela que vira imóvel, a página de quem cansei de pagar aluguel mostra o caminho com o consórcio.

Resumo para quem tem pressa

  • Dez anos de aluguel somam de 120 a 158 vezes o aluguel de hoje, conforme o reajuste.
  • Um aluguel de R$ 2.500 soma perto de R$ 360 mil em dez anos com 4% ao ano.
  • Em vinte anos, a soma passa de duas vezes e meia a de dez anos.
  • Do aluguel, nada vira patrimônio de quem paga.
Miniatura do vídeo: Quanto você gasta de aluguel em 10 anos?
Quanto você gasta de aluguel em 10 anos?Vídeo do canal · título e duração: [PREENCHER]

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Para conferir: o IGP-M é calculado pelo FGV IBRE (abre em nova aba); o IPCA, pelo IBGE (abre em nova aba); e as regras do reajuste e da renovação estão na Lei do Inquilinato (abre em nova aba).

Perguntas frequentes sobre o gasto com aluguel em 10 anos

Quanto gasto de aluguel em 10 anos?

Entre 120 e 158 vezes o aluguel de hoje, conforme o reajuste anual. Com 4% ao ano, perto de 144 vezes.

Como calcular o total do aluguel com reajuste?

Some os doze aluguéis de cada ano, aplicando o reajuste acumulado, ou multiplique o aluguel de hoje pelo fator do cenário: 120, 144 ou 158.

Condomínio e IPTU entram na conta?

Não. Eles existem também para quem é dono do imóvel, então a comparação considera só o aluguel.

Qual índice reajusta o aluguel?

O que estiver no contrato. Os mais comuns são o IGP-M, da FGV, e o IPCA, do IBGE.

Sair do aluguel sempre compensa?

Não necessariamente. Depende do tempo que você pretende ficar na cidade, da sua reserva e de como a parcela cabe no orçamento junto com o aluguel.

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